quarta-feira, 16 de maio de 2012

leões em maio

Amor que ninguém tem
Paixão que ninguém tem
Talvez...


Olhares laços
Vagos vasos vazios
Sabores de outrem
e desdém


A melodia sussurrou ao pé do ouvido
o sopro quente que as fossas escapam...
Sabem os caminhos


Captar...essências etéreas
quando nada mais é essencial
e nada carece de razão
os sentidos são extintos
são instintos.


Foi tardio
Raiou o dia
Embriagado acordou antes da hora



terça-feira, 15 de maio de 2012

Indeferir

...
Vou me esconder
Atrás de rijas memórias
Ríspido e vulgar.



Garoa Canta
As faces das casas choram
As transparências embaçam
As luzes úmidas
tingem centelhas d'água.

Aquecer meu lar
Caminhar longas distâncias
do sofá
da cama
ranger o piso em direção ao precipício da memória
donde palavras se jogam.

Vias expressas em mãos opostas

Mãos opostas por vias expressas
...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

leões em maio

Digitais apagadas
Papéis em passeio áspero
Processos, contos, litígios rangindo
Triturar o tempo com a ponta dos dedos
Triturar o tempo com o medo
Enquanto seus velhos perdidos
Enquanto essa carne pisada quer ser esquecida
Perder a posse de si
Perder a precisão de si
Ele explodiria esse quadrante galáctico
Viveria poeira na sala de uma bela lua qualquer
faltar-me-ia bom senso...

Se fantasmagoricamente aparecesse
nebuloso e vivo
entre seios cândidos,
calafrios
o eixo de um caminho

não tem pelo que
não tem onde ir
age sozinho
vai sozinho
embriagado ou não
sinuoso ou não
não tem destino
ainda é rabisco.

(alterado do original de 26/06/08)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Intuinvasão - I

Desejo
Ensejo
Descontrole

O rio se extende,
a vida prossegue.
Água abaixo
Um humano sentimento.

Não há nada de novo aqui
São
Cousas
Sem lugar.

sentado no chão
O arredio espia.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

para os loucos, parte III - rascunhos

Qual,
tu que entras assim sorrindo
sem volta 
envolta em misterio
lar descansa
aperta algo enquanto
tsc tsc tsc
imprenso
no meu silencio
descalco
decalco frias
pegadas por ai

diminui e brota

prende e solta

expande e falta

mao pequena,
qual pensura
esmiuca me?
somente turva,
mente a pele vazia?
somente lenta,
mente a pele quente?
mete-se e mente-se
simulacros de nova inocencia
embaralhados em sopros doces
dementes
de mentes
quieta
e inconsciente

qual pensura
mao pequena
o vento sopra
as cenas veem


...

domingo, 1 de junho de 2008

rascunhos

noites sem pernas
assim eu não desando
assim eu não me enrolo

noites sem pernas
palpáveis
permutas

noites sem pernas
assim
sem vultos

noites sem pernas
plenas
obscenas

noites sem pernas
cama
tramas

noites sem pernas
assim
sem
só noites